Constato sem surpresa nem susto, que possuo em mim muitos demônios. O pecado me atrai, o proibido me fascina, a insegurança me devora. Tantas vezes o ciúme me cutuca...Mas, por favor, nada de exorcistas, convivo bem com meus íncubus. Bom, pelo menos meus demônios passeiam ao redor de mim (e dos que eu amo e desejo), pois não me incomoda a inveja e nem a cobiça. Desejaria que as minhas falhas e lapsos machucassem só a mim, mesmo sabendo que isso é fantasia. Fazer o quê? Esperar que os que se ferem com meu egoísmo também usufruam da minha generosidade. Empate técnico. Um a um.
Gastei alguns minutos ponderando se valia a pena apontar pra mim mesma o lado ensolarado desse Ser eu. Já de saída me sinto intimidada pela claridade. Não tenho absolutamente o costume de notar as coisas boas em mim, falta de prática ou aptidão. Não se trata de falsa modéstia, já que não me alimenta a bajulação alheia (ah, o ego!!! Monstrinho disfarçado de auto-estima...). Talvez pelo sentimento que não passa de obrigação ser o melhor possível.
Tamos aí pra isso mesmo. Ninguém devia merecer prêmio por ser legal, honesto, íntegro. Isso deveria constar como pré-requisito básico para ser humano. Mas entre Nobels e feridos, aqui vamos nós, empurrados a Ter para Poder, e sem saber direito o que diabos Ser...
Nenhum comentário:
Postar um comentário